No encontro de cúpula do G77 Lula pede o fim do broqueio americano a Cuba e a regularização das plataformas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) usou seu discurso na Cúpula do G77 + China, em Havana (Cuba), para criticar o bloqueio dos Estados Unidos a Cuba, bem como o monopólio das gigantes da tecnologia – as big techs. A intervenção de Lula ocorreu na manhã deste sábado (16).

Segundo o presidente, o bloqueio norte-americano, além de “ilegal”, foi agravado depois que os Estados Unidos incluíram Cuba na lista dos países que não combatem o terrorismo. “O Brasil é contra qualquer medida coercitiva de caráter unilateral. Rechaçamos a inclusão de Cuba na lista de Estados patrocinadores do terrorismo”, declarou Lula.

“É de especial significado que, neste momento de grandes transformações geopolíticas, esta cúpula seja realizada aqui em Havana. Cuba tem sido defensora de uma governança global mais justa – e até hoje é vítima de um embargo econômico ilegal”, acrescentou o presidente. O bloqueio completou 61 anos em 2023.

Seu discurso também mirou Google, Apple, Facebook, Amazon e Microsoft – as “big techs”. Para Lula, essas grandes empresas “acentuam a concentração de riquezas, desrespeitam leis trabalhistas e, muitas vezes, alimentam a violação de direitos humanos e fomentam o extremismo. Corremos riscos que vão da perda de privacidade ao uso de armas autônomas, passando pelo viés racista de muitos algoritmos”.

Diante disso, o presidente brasileiro defendeu a regulamentação de plataformas digitais e o combate mais organizado ao golpismo e às fake news. “O projeto de diretrizes globais para regulamentação de plataformas digitais, da Unesco, equilibra a liberdade de expressão e o acesso à informação com a necessidade de coibir a disseminação de conteúdos que contrariam a lei, ou ameaçam a democracia e os direitos humanos”, enfatizou.

Depois de Cuba, Lula irá para Nova York, nos Estados Unidos, para participar da 78ª Assembleia Geral da ONU, na terça-feira (19). Caberá ao brasileiro fazer o primeiro discurso do debate geral de chefes de Estado. Ele também se reunirá com o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden.

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