Mauro Cid diz à PF que entregou dinheiro das joias a Bolsonaro ‘em mãos’

Jair Bolsonaro afirmou que não recebeu dinheiro proveniente da venda de joias. O depoimento de tenente-coronel desmonta essa versão.

O tenente-coronel Mauro Cid admitiu ter participado da venda de dois relógios de luxo recebidos por Jair Bolsonaro (PL), mas que, por lei, devem pertencer ao Estado brasileiro, e não podem ser incorporados a patrimônio pessoal. O ex-ocupante do Planalto afirmou que desconhecia o negócio e não havia recebido dinheiro proveniente de venda dos presentes.

O depoimento de Cid desmonta essa versão. “O presidente estava preocupado com a vida financeira. Ele já havia sido condenado a pagar várias multas”, contou.

Em depoimento à Polícia Federal (PF), o militar disse que não tinha conhecimento da ilegalidade da venda de joias. “A venda pode ter sido imoral? Pode. Mas a gente achava que não era ilegal”, contou o ex-ajudante de ordens. Os relatos foram publicados nesta quinta-feira (14) por Veja.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes deu liberdade ao tenente e aceitou a delação premiada. Cid estava preso desde maio após acusação de fraudes em cartões de vacinação.

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